No fim das suas traquinices diárias, o mais valente, e sonhador de um mundo melhor, descansa confiante na leveza da protecção, que o estimula a crescer e a ter sonhos de grandeza e de liberdade! (?)segunda-feira, 5 de novembro de 2007
domingo, 4 de novembro de 2007
O Grito
sábado, 3 de novembro de 2007
Novembro
É complicado. Eu sei que é complicado, no entanto, neste mês de Novembro, mais que em qualquer outro mês, talvez por força de habito, rumamos com mais frequência ao cemitério onde prestamos culto aos nossos mortos, pela forma como isso nos faz sentir a sua presença viva entre nós, pela vida que nos deram, pelos exemplos que nos deixaram e pelas palavras que não lhes dissemos...Porque a nossa existência, tem na nossa vivência, sentidos simbólicos, cada um agarra-se como pode a símbolos que quer crer, serem mais fortes e por isso que podem ter valor de perdurar além de todos os tempos, esquecendo que tudo que conquistámos, construímos ou amealhámos... tudo se há-de reduzir a pó anónimo.
As atitudes perante a morte, nomeadamente nos cemitérios mostra-nos, as nossas atitudes perante a vida e até o medo do esquecimento da centelha que por aqui passou, que por acaso teve o nosso orgulhoso nome. Escritos em pedra rija, para alimentar a esperança que depois de morto, se continua vivo....
"Um túmulo basta agora àquele para quem não bastava o mundo inteiro"
Epitáfio de Alexandre Magno
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Passeio a pé
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
Viver com a Liberdade
terça-feira, 30 de outubro de 2007
Vindimas

Tempos modernos, colheitas antigas. Apesar das novas tecnologias, ainda hoje se vê no Ribatejo a Sacro-Santa, actividade da colheita manual do "vinho". Garantem os seus interessados que ainda está por provar que não é assim, que se faz o melhor dos vinhos.
Brevemente se mostrará fotografias do pisar das uvas na adega, em pleno Outono de 2007.
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
A Paz do silêncio

Esta fotografia de Manuel Traquina, natural do Souto, Abrantes, mostra parte da beleza que ainda tem aquelas paragens. As longas margens bem cuidadas pela natureza e preservada pelos seus Habitantes, mostram águas límpidas e transparentes em grandes caudais que fazem lembrar, que vale a pena a nossa luta pelo ambiente. Passar por aqueles trilhos em dia de paz, onde as horas não nos atormentam, a ouvir os pássaros nas ramagens, ver os peixes na água, soltos como se não estivéssemos lá, beber daquela água, respirar fundo e ouvir o silêncio, faz-nos sentir outro, naqueloutro que nós gostamos em nós.
sábado, 20 de outubro de 2007
Igreja de Sto. Eustáquio
Casas Palafitas em Alpiarça

Em Alpiarça, por certo se vai deixar de ver esta mostra do passado, pois a ruína já se instalou na maioria deste património. É pois mais uma imagem que desaparecerá para os vindouros, tornando por isso as imagens, ainda possíveis de captar uma "pérola"para que se possa com verdade falar na precariedade com que os nossos antepassados, viveram. Aconselho pois uma viagem ao patacão, enquanto é tempo.
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
É que até já vivi...

Após uma manhã de trabalho, que se mostrou produtivo e simplificador de meios, com o meu Coordenador de edição da colecção literatura e um novo autor, que nos vai enriquecer a colecção, partimos para um almoço de descompressão.
Após uma volta linguística, do Portugal de Abril ao Portugal actual, verificámos que em todo este tempo as estórias se misturam e as realidades são aclaradas de uma forma que por vezes cria mágoa.
A disponibilidade manifestada, ao longo de décadas, em nome da cidadania e das nossas crenças, foram motores de experiências e vivências que desnudam as palavras, que nos atiram, de forma imberbe e acusatórias, por tomarmos partido e de termos ideais.
Ao perceber isto, percebo que até já vivi...
Após uma volta linguística, do Portugal de Abril ao Portugal actual, verificámos que em todo este tempo as estórias se misturam e as realidades são aclaradas de uma forma que por vezes cria mágoa.
A disponibilidade manifestada, ao longo de décadas, em nome da cidadania e das nossas crenças, foram motores de experiências e vivências que desnudam as palavras, que nos atiram, de forma imberbe e acusatórias, por tomarmos partido e de termos ideais.
Ao perceber isto, percebo que até já vivi...
terça-feira, 18 de setembro de 2007
Inquisição na Chamusca

Chamusquenses que saíram em auto-de-fé 41
- Naturais do Concelho 36
- Chamusquenses por adopção 5
Assim distribuidos;
- Vila da Chamusca 30
- Vila de Ulme 1
- Vale de Cavalos 3
- Residentes fora do Concelho 7
Motivos;
- Judaísmo 16
- Juramento blasfemo 2
- Por diminuto 2
- Negativo e pertinaz 3
- Abjuração de veemente 1
- Casar 2ª vez ( sendo viva a 1ª mulher ) 1
- Actos desonestos 1
- Feitiçaria 1
- Pacto com o diabo 2
- Acções torpes 2
- Porque sim 1
- Naturais do Concelho 36
- Chamusquenses por adopção 5
Assim distribuidos;
- Vila da Chamusca 30
- Vila de Ulme 1
- Vale de Cavalos 3
- Residentes fora do Concelho 7
Motivos;
- Judaísmo 16
- Juramento blasfemo 2
- Por diminuto 2
- Negativo e pertinaz 3
- Abjuração de veemente 1
- Casar 2ª vez ( sendo viva a 1ª mulher ) 1
- Actos desonestos 1
- Feitiçaria 1
- Pacto com o diabo 2
- Acções torpes 2
- Porque sim 1
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Fazer e Refazer a História

Em plena guerra civil, no mês de Abril de 1834, D. Miguel I, esteve na Chamusca onde se encontrou com o Espanhol D. Carlos de Bourbon, numa casa na "formiga" então pertença da família Coutinho. Um bêbado local, o Silva Albardeiro, estimulado por liberais locais foi à noite, ao pé da referida casa dar vivas à liberdade. D. Miguel assomou à janela, riu-se, falou ao manifestante e mandou dar-lhe mais vinho. O Silva Albardeiro, sentiu-se honrado e logo ali, se esqueceu da liberdade e passou a dar vivas a D. Miguel.....
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Isto é que é tabaco

Encontrei o meu amigo Gil, que me faz sempre cada pergunta que mais parecem duas. Hoje acicatou a seguinte. "Para que serve terem posto nos maços de tabaco, que o tabaco mata, que o tabaco causa impotência, que o tabaco, isto e mais aquilo, e naqueloutro?".
Disse-lhe que não sabia, naquele meu feitio, de não querer saber disso, para nada, uma vez que nem fumo nem nunca fumei nem me vejo agora a começar a fumar. Sorriu admirado, troçou da minha ignorância, e pôs-se a falar alto, como se necessita-se de se ouvir;
- Apoio aos produtores de tabaco, em vez de comes, fumo, em vez de saúde, diz que mata, pode circular livremente, apesar dos seu malefícios serem conhecidos, cobra-se impostos do que mata e não se impede, bla bla bla bla, tu não sabes, mas mestre Gil sabe.
E lá foi o Vicente a rir-se da minha confessa inabilidade para compreender, estas e outras perguntas, que sempre me faz.
Disse-lhe que não sabia, naquele meu feitio, de não querer saber disso, para nada, uma vez que nem fumo nem nunca fumei nem me vejo agora a começar a fumar. Sorriu admirado, troçou da minha ignorância, e pôs-se a falar alto, como se necessita-se de se ouvir;
- Apoio aos produtores de tabaco, em vez de comes, fumo, em vez de saúde, diz que mata, pode circular livremente, apesar dos seu malefícios serem conhecidos, cobra-se impostos do que mata e não se impede, bla bla bla bla, tu não sabes, mas mestre Gil sabe.
E lá foi o Vicente a rir-se da minha confessa inabilidade para compreender, estas e outras perguntas, que sempre me faz.
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Direitos Humanos

A grande mensagem do século XVIII, é a Declaração dos Direitos Homem e do Cidadão (1789) pode ser sintetizada pela afirmação de um direito social fundamental. O fim da sociedade é a felicidade comum. A essência da Declaração apoia-se na ideia de que, ao lado dos Direitos de Homem e do Cidadão, existe a obrigação de o Estado respeitar e garantir os Direitos Humanos, facto que se apresentou em oposição às ideias em que os Direitos Humanos eram concebidos como direitos naturais, impostos por Deus em favor dos monarcas e aristocratas, para justificar as violências que praticavam. O século XVIII substitui, em síntese, a fundamentação teológica por um fundamento racionalista da mesma questão: Direitos Humanos.
"Papéis Velhos"

Nas leituras de fim de semana, apareceu sei lá bem como, mais uma pérola de 1961. O livro retirado dos papéis velhos é de autoria de Francisco Manso Preto Cruz, um defensor da monarquia que tenta explicar, os passos dados por Portugal, enquanto teoria monárquica e como é "mau" a república, assinalando aspectos económicos, religiosos e de grandeza e pequenez de factos, que de lamuria em lamuria, acaba por nos explicar a falta de coragem (a seu ver) que o nosso país enfrentou, em datas que necessitavam de coragem e decisão.
Reconhece a nossa tendência, em acreditar, que tudo se há-de arranjar, mais tarde ou mais cedo e o que é preciso é esperar....
A Páginas tantas tem esta pérola "Quando a Pátria está em perigo, Ela exige que se violem as leis que a traíram..."
O desespero das causas são irracionais e o que os nossos olhos guardam ao longo da vida é espólio fotográfico perdido com a morte.
Reconhece a nossa tendência, em acreditar, que tudo se há-de arranjar, mais tarde ou mais cedo e o que é preciso é esperar....
A Páginas tantas tem esta pérola "Quando a Pátria está em perigo, Ela exige que se violem as leis que a traíram..."
O desespero das causas são irracionais e o que os nossos olhos guardam ao longo da vida é espólio fotográfico perdido com a morte.
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
...um poema de Carlos Conde
Quando a gente se esquece de lembrar
Aquilo que se lembra de esquecer,
Há sempre uma saudade p'ra matar
E logo outra saudade p'ra viver!
Aquilo que se lembra de esquecer,
Há sempre uma saudade p'ra matar
E logo outra saudade p'ra viver!
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
Hoje como à trinta anos

Mergulhado no espólio das Edições Cosmos, mexo na "A marcha da humanidade" colecção dirigida pelo Prof. Vitorino Magalhães Godinho, que em 1977 dá à estampa o livro O Movimento Autonomista no Brasil, de Carlos Oberacker Jr.
É um livro que nos fala concretamente do Grito do Ipiranga e retrata a província de São Paulo de 1819 a 1823. No seu prefácio pode ler-se
- Ultimamente as figuras de alguns sinceros portugueses que assumiram posição nítida nos entrechoques começam a ser encarados com mais frieza.Estavam marcados com o signo simplista de inimigos, enquanto oportunistas autênticos eram tranquilamente absolvidos.
É uma pequena pérola escrita por Américo Jacobina Lacombe, a propósito da história patrioteira que costuma eleger alguns padrões de virtudes e condenar sumariamente os seus oponentes.
É um livro que nos fala concretamente do Grito do Ipiranga e retrata a província de São Paulo de 1819 a 1823. No seu prefácio pode ler-se
- Ultimamente as figuras de alguns sinceros portugueses que assumiram posição nítida nos entrechoques começam a ser encarados com mais frieza.Estavam marcados com o signo simplista de inimigos, enquanto oportunistas autênticos eram tranquilamente absolvidos.
É uma pequena pérola escrita por Américo Jacobina Lacombe, a propósito da história patrioteira que costuma eleger alguns padrões de virtudes e condenar sumariamente os seus oponentes.
domingo, 19 de agosto de 2007
O Futuro?

O nosso passado é uma das poucas certezas da nossa existência. Carrega um imenso património cultural que nos formou, que nos construiu, que nos há-de acompanhar até ao último sopro de vida.
Se não puder ser entendido como mestre dos nossos comportamentos, sê-lo-á, seguramente, como evocação dos nossos primeiros amores e devoções e das perplexidades com que olhávamos o futuro.
E, num tempo de materialismos estéreis, de indiferença perante valores ancestrais e desprezo por heranças morais e éticas, este trabalho, porque preserva muito da nossa memória, deve ser tido, e lido, como um preito muito expressivo, à sua região, ao seu povo, à sua natureza e à sua perene cultura.
Este texto foi retirado do livro " O Souto- Uma Cultura - Um Povo" de autoria de Manuel Soares Traquina, lançado no dia 18 de Agosto de 2007.
Se não puder ser entendido como mestre dos nossos comportamentos, sê-lo-á, seguramente, como evocação dos nossos primeiros amores e devoções e das perplexidades com que olhávamos o futuro.
E, num tempo de materialismos estéreis, de indiferença perante valores ancestrais e desprezo por heranças morais e éticas, este trabalho, porque preserva muito da nossa memória, deve ser tido, e lido, como um preito muito expressivo, à sua região, ao seu povo, à sua natureza e à sua perene cultura.
Este texto foi retirado do livro " O Souto- Uma Cultura - Um Povo" de autoria de Manuel Soares Traquina, lançado no dia 18 de Agosto de 2007.
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
A Condição Humana

Se a personagem de Romain Rolland soube morrer em felicidade entre os seus ente queridos,
«pour avoir donné un sens à sa vie»
então, não terá sido difícil, fechar os olhos para sempre - tendo sabido dar um destino à sua vida - acompanhado e sentido por homens de todas as raças e credos, uns ajoelhados por altares diferentes, outros simplesmente de pé, lutando por qualquer ideal combativamente activos, como ele queria quando se antepôs à «trahison des clercs» e se reafirmava corajosamente:
« Não é bom sonhar em demasia. O sonho não é inofensivo num Mundo em que se deve constantemente agir e vigiar a acção».
... não dou o nome de herói àqueles que triunfaram pelo pensamento e pela força; chamo de heróis àqueles que foram grandes pelo coração...
Retirado da nota explicativa das Edições Cosmos e de Carlos Vieira de Carvalho, aquando da publicação das crónicas a propósito do centenário de Romain Rolland ( Outubro de 1967 ).
«pour avoir donné un sens à sa vie»
então, não terá sido difícil, fechar os olhos para sempre - tendo sabido dar um destino à sua vida - acompanhado e sentido por homens de todas as raças e credos, uns ajoelhados por altares diferentes, outros simplesmente de pé, lutando por qualquer ideal combativamente activos, como ele queria quando se antepôs à «trahison des clercs» e se reafirmava corajosamente:
« Não é bom sonhar em demasia. O sonho não é inofensivo num Mundo em que se deve constantemente agir e vigiar a acção».
... não dou o nome de herói àqueles que triunfaram pelo pensamento e pela força; chamo de heróis àqueles que foram grandes pelo coração...
Retirado da nota explicativa das Edições Cosmos e de Carlos Vieira de Carvalho, aquando da publicação das crónicas a propósito do centenário de Romain Rolland ( Outubro de 1967 ).
sábado, 11 de agosto de 2007
As observações e a razão
" No momento em que se produz a diferenciação das almas individuais, a acção da Religião começa a manifestar-se na protecção da vida humana. Com efeito, não sendo a alma individual mais do que o outro polo do sagrado, o ponto de imputação do pecado religioso, ela própria se torna sagrada e o assassinato afirma-se como um sacrilégio que provoca a cólera dos Deuses, desde que as almas individuais se singularizem suficientemente. O que é paralelo, independentemente de qualquer outro aspecto ( por exemplo, económico ), à espiritualização e à humanização crescente da religião, à passagem do Deus totémico a um Deus pessoal.
Os Deuses tomam a responsabilidade das almas e das vidas individuais, desde que eles próprios se tornem pessoas. Então, o assassinato transforma-se numa revolta contra Deus, que fez o homem à sua imagem; implica um pecado religioso e provoca um castigo vindo de Deus, acompanhado de uma reprovação pública. É no momento do encontro entre Religião e Magia na protecção da vida humana que nasce o direito penal que impede o homicídio, simultâneamente com o direito individual à inviolabilidade da vida.
Retirado do livro A vocação actual da sociologia de Georges Gurvitch, publicado pelas Ediçoes Cosmos na sua colecção coordenadas, com a direcção de Vitorino Magalhães Godinho
Os Deuses tomam a responsabilidade das almas e das vidas individuais, desde que eles próprios se tornem pessoas. Então, o assassinato transforma-se numa revolta contra Deus, que fez o homem à sua imagem; implica um pecado religioso e provoca um castigo vindo de Deus, acompanhado de uma reprovação pública. É no momento do encontro entre Religião e Magia na protecção da vida humana que nasce o direito penal que impede o homicídio, simultâneamente com o direito individual à inviolabilidade da vida.
Retirado do livro A vocação actual da sociologia de Georges Gurvitch, publicado pelas Ediçoes Cosmos na sua colecção coordenadas, com a direcção de Vitorino Magalhães Godinho
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