
quinta-feira, 3 de junho de 2010
sábado, 29 de maio de 2010
Golegã nos anos 50
domingo, 4 de abril de 2010
RUY GOMEZ DE SILVA - Um Chamusquense

Nació en Portugal ( Chamusca ) en 1516, llegando a Castilla junto al séquito de la esposa del Emperador Carlos I, Doña Isabel de Portugal. Fue persona de confianza y Secretario de Estado del rey Felipe II, el cual le concedió numerosos cargos y títulos, entre ellos el de Príncipe de Éboli (Nápoles). Adquirió la Villa de Pastrana en 1569 a los herederos de Doña Ana de la Cerda, otorgándole el Rey el título de primer Duque de Pastrana.
Fue el gran impulsor de nuestra villa, llamando a Santa Teresa de Jesús para que fundase en Pastrana los conventos de monjas y frailes carmelitas y construyendo nuevas calles y barrios, como el del Albaicín, donde se asentaron mas de 200 familias moriscas que llegaron de las Alpujarras de Granada. Murió en Madrid en 1573 y sus restos se encuentran depositados en la cripta de la Colegiata de Pastrana.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Culturalmente todos temos preconceitos

A apresentação da obra nas duas sessões coube a Rui Rangel, numa acção promovida pelas Edições Cosmos.
O livro é editado numa altura em que foi aprovada a proposta de lei que legaliza o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo.
“Era um desafio intelectual escrever qualquer coisa que pusesse em crise alguns dos meus próprios preconceitos. Culturalmente todos temos preconceitos, porque se o meu filho chegasse a casa e me apresentasse o namorado, de certeza que tinha que tomar um Xanax ou dois”, desabafou a magistrada quando confrontada com o que a motivou para escrever sobre o tema.
Isabel Baptista confessou igualmente que tinha de “confrontar a minha pessoa com toda a carga emocional e cultural com uma realidade que era o Direito, como responde ou não a esta situação. Se eu fosse o juiz da primeira instância que tivesse apreciado este caso o que diria? Comecei a pensar que se amanhã alguém viesse ao meu tribunal pedir para eu apreciar um recurso, como decidia?”, “O tema tem a ver com a ver com a minha principal área de investigação que é o direito da personalidade. Este direito a amar, que ainda é um direito. Isto tudo que nos parece bizarro há um momento em que se impõe como realidade, quando o outro, que está ao meu lado precisa de ver tutelados os direitos, independentemente das opções sexuais, culturais, raciais”, apontou.
Isabel Baptista confrontada com a nova Lei, manifestou que “o Governo não me veio dar razão, porque tal como conheço o projecto lei que foi apresentado, criou uma aberração, criou ainda outra inconstitucionalidade ainda mais flagrante e frontal ao nível da adopção. Não pode ser retirado o direito de adoptar sobretudo quando não há razão para isso. O que vi foi uma lei sem preâmbulo, sem uma explicação da ideologia que esteve subjacente aquela opção legislativa e não a conhecendo a única coisa que posso concluir é que é uma pura discriminação em função do sexo, ainda por cima é mais aberrante que esta. Porque é dizer vocês podem ser pais e mães, não podem ser pais e mães em conjunto”, declara.
Quanto à obra, descreve que o livro tem uma primeira parte em que “procurei perceber uma realidade sociológica que me envolve hoje, que são as famílias monoparentais, famílias alargadas, crianças que vivem em comunidade. Estas novas formas de família que da minha parte começaram a ser discutidas com base nas crianças maltratadas e que precisam de uma intervenção. Isto é um monólogo com as minhas próprias inquietações”.
http://www.jornaldascaldas.com/index.php/2010/03/03/o-casamento-homossexual-em-livro-da-juiza-isabel-baptista/#more-20260
sábado, 27 de março de 2010
100 Anos de República
É ridículo ver os defensores da monarquia e do putativo rei Duarte Pio a defenderem a bandeira que foi hasteada.
Demonstram um desconhecimento confrangedor da História. Façamos então aqui a boa acção diária: Ó meus amigos monárquicos, aquela bandeira que vocês dizem ser "da monarquia" foi a bandeira do reino de Portugal apenas entre 1830 e 1910, usada pela rainha Maria II (1833-1853) e pelos reis Pedro V (1853-1861), Luís (1861-1889), Carlos (1889-1908) e Manuel II (1908-1910)).
Este ramo da casa de Bragança é o chamado ramo de Bragança-Saxe-Coburgo e Gota, do qual NÃO DESCENDE certamente Duarte Pio. Duarte Pio é descendente por via paterna de Miguel I de Portugal, e por via materna de Pedro I (imperador do Brasil, Pedro IV de Portugal). A sua mãe é Maria Francisca de Orleães-Bragança, da casa imperial do Brasil, também chamada de Orleães-Bragança.... Ver mais
Sendo assim Duarte Pio herdeiro dos dois ramos "sobreviventes" da casa de Bragança - o ramo miguelista dos descendentes de Miguel I e o ramo de Orleães-Bragança, a descendência brasileira de Pedro I do Brasil (Pedro IV de Portugal) - pergunto-me: porque iria Duarte Nuno "usar" a bandeira dos seus primos (a tal que existiu entre 1830 e 1930 e que os nossos monárquicos defendem com unhas e dentes)?
Não seria mais lógico, mais coerente, que trouxesse de novo à vida a bandeira do seu trisavô, João VI, e que foi também a bandeira do seu bisavô, Miguel I e do irmão deste, Pedro IV, seu tio-bisavô?
Uma bandeira que reintegrou a esfera armilar, um antigo emblema pessoal de Manuel I, símbolo maior dos Descobrimentos, e onde o escudo volta a ser de ponta redonda, no formato dito PORTUGUÊS e não francês como na bandeira ora enaltecida.
Para quem não sabe do que falo (e serão MUITOS), vejam a bandeira em http://www.tuvalkin.web.pt/terravista/guincho/1421/bandeira/pt_1816.gif
Afinal, a actual bandeira Nacional e a sua esfera armilar têm bem mais a ver com Duarte Pio, e a sua ascendência, do que a bandeira que tanto abanicam, pertença de uma casa real já extinta e esquecida...
Carlos Paula Simões
domingo, 21 de março de 2010
Dia Mundial da Poesia

sábado, 13 de março de 2010
Dito em outros mundos
in Armindo Gameiro
sexta-feira, 12 de março de 2010
A política do medo
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
domingo, 21 de fevereiro de 2010
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Um olhar
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Ermida do Senhor do Bonfim

Em breve nada restará desta bela capela, senão se conservar Já!!!
A ermida foi mandada construir em 1746 pela Confraria do Senhor Jesus do Bonfim, congregação fundada nesse mesmo ano e que permaneceria aqui instalada até à sua extinção, em 1850. As obras durariam até 1749, tendo sido dirigidas por um mestre pedreiro de Lisboa.
Durante o século XVIII, continuaram as obras na ermida e no espaço envolvente, tendo sido então construídas a casas do ermitão e dos romeiros e o curral para a recolha do gado. De facto, a ermida foi, logo desde a sua fundação, um importante local de romagem de toda a região. As principais romarias davam-se na quinta-feira de Ascensão, promovida pelos chamusquenses, e no dia de S. Miguel, esta já organizada pelos habitantes da Golegã, sobretudo pelas mulheres, que eram aqui conhecidas como ceboleiras.
Ainda no mesmo século, efectuaram-se também obras no interior da ermida, tendo sido ladrilhado o pavimento, construído o coro e dourado o retábulo da capela-mor, esta última intervenção levada a cabo por Valentino Baptista, de Santarém. Nos finais do século XVIII, são aplicados os silhares de azulejos da nave e da sacristia.
Em 1834, a lei de extinção de bens de mão morta torna a vida da confraria muito difícil, o que leva à sua extinção em 1850. O pátio murado situado na parte inferior do monte, frente à ermida, é então transformado em cemitério, um dos primeiros do país a funcionar fora da igreja. O cemitério permaneceria aqui até à inauguração do Cemitério Municipal, em 1877.
Vista geral da capela-mor.Em 1965, a ermida foi alvo de obras de conservação e de recuperação, promovidas por um grupo de chamusquenses liderado pela poetisa Maria de Carvalho. Durante os anos que durou a Guerra Colonial, a ermida foi objecto de incessante peregrinação por parte de várias famílias de soldados, facto ainda hoje notório pelo elevado número de ex-votos presentes no seu interior, em especial na sacristia.
Arquitectura e Arte Sacra
A ermida é pequena e de construção simples, marcadamente popular. É um templo de uma só nave, revestida até meia parede por um silhar de azulejos dos finais do século XVIII, representando temas como a Crucificação e o Santíssimo Sacramento. Do lado do evangelho, há um púlpito em talha dourada, marmoreado de azul com relevos a ouro.
A capela-mor é coberta por abóbada de berço rebaixada. O retábulo do altar-mor é em talha dourada e verde, apresentando na tribuna a figura do Senhor Jesus do Bonfim, representado na cruz, pintado em azulejo colocado sobre pedra tosca. Esta decoração denota a fase em que foi executada, em pleno período de transição do barroco para o rococó. A sacristia, anexa à capela-mor do lado do evangelho, é revestida por azulejos de padrão igual aos da nave, mas sem medalhão.
Ao longo do caminho que sobe até ao cimo do outeiro, encontram-se as treze cruzes da via sacra, com placas de azulejo retratando cenas da Paixão. De resto, a ermida é um antigo local de peregrinação para toda a região, desde há pelo menos 250 anos. No seu interior ainda se encontram numerosos ex-votos, alguns deles já seculares, como alguns quadros votivos do século XVIII.
domingo, 24 de janeiro de 2010
Un sorriso triste
sábado, 2 de janeiro de 2010
Só Sente Ansiedade pelo Futuro aquele cujo Presente é Vazio

O principal defeito da vida é ela estar sempre por completar, haver sempre algo a prolongar. Quem, todavia, quotidianamente der à própria vida "os últimos retoques" nunca se queixará de falta de tempo; em contra partida, é da falta de tempo que provém o temor e o desejo do futuro, o que só serve para corroer a alma. Não há mais miserável situação do que vir a esta vida sem se saber qual o rumo a seguir nela; o espírito inquieto debate-se com o inelutável receio de saber quanto e como ainda nos resta para viver. Qual o modo de escapar a uma tal ansiedade? Há um apenas: que a nossa vida não se projecte para o futuro, mas se concentre em si mesma. Só sente ansiedade pelo futuro aquele cujo presente é vazio. Quando eu tiver pago tudo quanto devo a mim mesmo, quando o meu espírito, em perfeito equilíbrio, souber que me é indiferente viver um dia ou viver um século, então poderei olhar sobranceiramente todos os dias, todos os acontecimentos que me sobrevierem e pensar sorridentemente na longa passagem do tempo! Que espécie de perturbação nos poderá causar a variedade e instabilidade da vida humana se nós estivermos firmes perante a instabilidade? Apressa-te a viver, caro Lucílio, imagina que cada dia é uma vida completa. Quem formou assim o seu carácter, quem quotidianamente viveu uma vida completa, pode gozar de segurança; para quem vive de esperanças, pelo contrário, mesmo o dia seguinte lhe escapa, e depois vem a avidez de viver e o medo de morrer, medo desgraçado, e que mais não faz do que desgraçar tudo.
Séneca, in 'Cartas a Lucílio'
A Preguiça como Obstáculo à Liberdade

A preguiça e a cobardia são as causas por que os homens em tão grande parte, após a natureza os ter há muito libertado do controlo alheio, continuem, no entanto, de boa vontade menores durante toda a vida; e também por que a outros se torna tão fácil assumirem-se como seus tutores. É tão cómodo ser menor.
Se eu tiver um livro que tem entendimento por mim, um director espiritual que tem em minha vez consciência moral, um médico que por mim decide da dieta, etc., então não preciso de eu próprio me esforçar. Não me é forçoso pensar, quando posso simplesmente pagar; outros empreenderão por mim essa tarefa aborrecida. Porque a imensa maioria dos homens, considera a passagem à maioridade difícil e também muito perigosa é que os tutores de boa vontade tomaram a seu cargo a superintendência deles. Depois de, primeiro, terem embrutecido os seus animais domésticos e evitado cuidadosamente que estas criaturas pacíficas ousassem dar um passo para fora da carroça em que as encerraram, mostram-lhes em seguida o perigo que as ameaça, se tentarem andar sozinhas. Ora, este perigo não é assim tão grande, pois aprenderiam por fim muito bem a andar. Só que um tal exemplo intimida e, em geral, gera pavor perante todas as tentativas ulteriores.
É, pois, difícil a cada homem desprender-se da menoridade que para ele se tomou quase uma natureza. Até lhe ganhou amor e é por agora realmente incapaz de se servir do seu próprio entendimento, porque nunca se lhe permitiu fazer uma tal tentativa. Preceitos e fórmulas, instrumentos mecânicos do uso racional ou, antes, do mau uso dos seus dons naturais são os grilhões de uma menoridade perpétua. Mesmo quem deles se soltasse só daria um salto inseguro sobre o mais pequeno fosso, porque não está habituado a este movimento livre. São, pois, muito poucos apenas os que conseguiram mediante a transformação do seu espírito arrancar-se à menoridade e iniciar então um andamento seguro.
Mas é perfeitamente possível que um público a si mesmo se esclareça. Mais ainda, é quase inevitável, se para tal lhe for dada liberdade. Com efeito, sempre haverá alguns que pensam por si, mesmo entre os tutores estabelecidos da grande massa que, após terem arrojado de si o jugo da menoridade, espalharão à sua volta o espírito de uma avaliação racional do próprio valor e da vocação de cada homem para por si mesmo pensar. Importante aqui é que o público, o qual antes fora por eles sujeito a este jugo, os obriga doravante a permanecer sob ele quando por alguns dos seus tutores, pessoalmente incapazes de qualquer ilustração, é a isso incitado. Semear preconceitos é muito pernicioso, porque acabam por se vingar dos que pessoalmente, ou os seus predecessores, foram os seus autores. Por conseguinte, um público só muito lentamente pode chegar à ilustração. Por meio de uma revolução poderá talvez levar-se a cabo a queda do despotismo pessoal e da opressão gananciosa ou dominadora, mas nunca uma verdadeira reforma do modo de pensar. Novos preconceitos, justamente como os antigos, servirão de rédeas à grande massa destituída de pensamento.
in Emmanuel Kant
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
A Arte da Filosofia

São 40, cada um tem a sua missão é que nesta orquestra cada um sabe que a sua sensibilidade é importante para a "pianíssima" causa do som perfeito!
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
De onde vem a nossa espécie?

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Sorriam Senhores
Roubei esta foto ao meu amigo Raul Bexiga Caldeira. ( ponto) http://deportaberta.blogspot.com/
Tenho a certeza que estas nostalgias que para uns são doentias, para outros, não serão mais nem menos que um querer dizer que estamos vivos ( e bem vivos ) para a defesa do nosso património e das nossas memórias.
Mas afinal o que é viver para estas gentes?
Sorriam Senhores, façam tudo nas vossas vidas como se estivessem a ser vistos por todos ao mesmo tempo!
Preservar as nossas memórias, não quer dizer que estejamos contra o presente e contra o futuro, mas sim que as estórias que contamos, os sítios da nossa terra que visitamos, os livros que falam das nossas gentes, hábitos e costumes, SÃO NOSSOS, têm o nosso trabalho, o nosso suor, é aqui que amamos, é aqui que temos os nossos amigos e até os nossos inimigos...são nossos!
Sorriam Senhores, em vez de deitar abaixo construam, em vez de se isolarem, participem, unam, dignifiquem, partilhem e caminhem ao nosso lado...
domingo, 27 de dezembro de 2009
Chafariz da Botica
"As fontes povoam os lugares e o imaginário colectivo. A água que brota da terra, para além de uma riqueza natural, é sempre um espectáculo agradável ao olhar. Muitas fontes são investidas de poderes quase mágicos, acreditando-se que as suas águas são benfazejas para diversos males do corpo ou da alma ..."
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Poemas

Há homens que lutam um dia,
e são bons;
Há outros que lutam um ano,
e são melhores;
Há aqueles que lutam muitos anos,
e são muito bons;
Porém há os que lutam toda a vida
Estes são os imprescindíveis
Do rio que tudo arrasta
se diz que é violento
Mas ninguém diz violentas
as margens que o comprimem.
Bertold Brecht
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Lição do Ratinho

Lição do Ratinho
Fábula para aqueles que se sentem seguros na actual crise mundial. O que é mau para alguém é mau para todos...
Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o agricultor e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que haveria ali.
Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado.
Correu ao pátio da quinta advertindo todos:
- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa!
A galinha disse:
- Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para si, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.
O rato foi até ao porco e disse:
- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira!
- Desculpe-me Sr. Rato, disse o porco, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique tranquilo que o Sr. Será lembrado nas minhas orações.
O rato dirigiu-se à vaca e ela disse-lhe:
- O quê? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!
Então o rato voltou para casa abatido, para encarar a ratoeira.
Naquela noite ouviu-se um barulho, como o da ratoeira apanhando uma vítima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que tinha caído na ratoeira. No escuro, não viu que na ratoeira estava uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher...
O agricultor levou-a imediatamente ao hospital mas ela voltou com febre.
Todo a gente sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha.
O agricultou agarrou no seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal, a galinha.
Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para os alimentar, o agricultor matou o porco.
A mulher não melhorou e acabou por morrer e muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca para alimentar toda aquela gente.
Moral da História:
Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e considerar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se de que quando há uma ratoeira na casa, toda a quinta corre perigo.
Ser livre é querer ir e ter um rumo
Ser livre é querer ir e ter um rumo
e ir sem medo,
mesmo que sejam vãos os passos.
É pensar e logo
transformar o fumo
do pensamento em braços.
É não ter pão nem vinho,
só ver portas fechadas e pessoas hostis
e arrancar teimosamente do caminho
sonhos de sol
com fúrias de raiz.
É estar atado, amordaçado, em sangue, exausto
e, mesmo assim,
só de pensar gritar
gritare só de pensar ir
ir e chegar ao fim.
Armindo Rodrigues





