domingo, 4 de abril de 2010

RUY GOMEZ DE SILVA - Um Chamusquense



RUY GOMEZ DE SILVA

Nació en Portugal ( Chamusca ) en 1516, llegando a Castilla junto al séquito de la esposa del Emperador Carlos I, Doña Isabel de Portugal. Fue persona de confianza y Secretario de Estado del rey Felipe II, el cual le concedió numerosos cargos y títulos, entre ellos el de Príncipe de Éboli (Nápoles). Adquirió la Villa de Pastrana en 1569 a los herederos de Doña Ana de la Cerda, otorgándole el Rey el título de primer Duque de Pastrana.

Fue el gran impulsor de nuestra villa, llamando a Santa Teresa de Jesús para que fundase en Pastrana los conventos de monjas y frailes carmelitas y construyendo nuevas calles y barrios, como el del Albaicín, donde se asentaron mas de 200 familias moriscas que llegaron de las Alpujarras de Granada. Murió en Madrid en 1573 y sus restos se encuentran depositados en la cripta de la Colegiata de Pastrana.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Culturalmente todos temos preconceitos


A juíza do Tribunal das Caldas da Rainha, Isabel Baptista, lançou o livro “O casamento homossexual e o ordenamento jurídico-constitucional português” no passado dia 25, no salão nobre do Governo Civil de Santarém, mas um dia antes promoveu uma antestreia no Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha.
A apresentação da obra nas duas sessões coube a Rui Rangel, numa acção promovida pelas Edições Cosmos.
O livro é editado numa altura em que foi aprovada a proposta de lei que legaliza o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo.
“Era um desafio intelectual escrever qualquer coisa que pusesse em crise alguns dos meus próprios preconceitos. Culturalmente todos temos preconceitos, porque se o meu filho chegasse a casa e me apresentasse o namorado, de certeza que tinha que tomar um Xanax ou dois”, desabafou a magistrada quando confrontada com o que a motivou para escrever sobre o tema.
Isabel Baptista confessou igualmente que tinha de “confrontar a minha pessoa com toda a carga emocional e cultural com uma realidade que era o Direito, como responde ou não a esta situação. Se eu fosse o juiz da primeira instância que tivesse apreciado este caso o que diria? Comecei a pensar que se amanhã alguém viesse ao meu tribunal pedir para eu apreciar um recurso, como decidia?”, “O tema tem a ver com a ver com a minha principal área de investigação que é o direito da personalidade. Este direito a amar, que ainda é um direito. Isto tudo que nos parece bizarro há um momento em que se impõe como realidade, quando o outro, que está ao meu lado precisa de ver tutelados os direitos, independentemente das opções sexuais, culturais, raciais”, apontou.
Isabel Baptista confrontada com a nova Lei, manifestou que “o Governo não me veio dar razão, porque tal como conheço o projecto lei que foi apresentado, criou uma aberração, criou ainda outra inconstitucionalidade ainda mais flagrante e frontal ao nível da adopção. Não pode ser retirado o direito de adoptar sobretudo quando não há razão para isso. O que vi foi uma lei sem preâmbulo, sem uma explicação da ideologia que esteve subjacente aquela opção legislativa e não a conhecendo a única coisa que posso concluir é que é uma pura discriminação em função do sexo, ainda por cima é mais aberrante que esta. Porque é dizer vocês podem ser pais e mães, não podem ser pais e mães em conjunto”, declara.
Quanto à obra, descreve que o livro tem uma primeira parte em que “procurei perceber uma realidade sociológica que me envolve hoje, que são as famílias monoparentais, famílias alargadas, crianças que vivem em comunidade. Estas novas formas de família que da minha parte começaram a ser discutidas com base nas crianças maltratadas e que precisam de uma intervenção. Isto é um monólogo com as minhas próprias inquietações”.

http://www.jornaldascaldas.com/index.php/2010/03/03/o-casamento-homossexual-em-livro-da-juiza-isabel-baptista/#more-20260

sábado, 27 de março de 2010

100 Anos de República



É ridículo ver os defensores da monarquia e do putativo rei Duarte Pio a defenderem a bandeira que foi hasteada.

Demonstram um desconhecimento confrangedor da História. Façamos então aqui a boa acção diária: Ó meus amigos monárquicos, aquela bandeira que vocês dizem ser "da monarquia" foi a bandeira do reino de Portugal apenas entre 1830 e 1910, usada pela rainha Maria II (1833-1853) e pelos reis Pedro V (1853-1861), Luís (1861-1889), Carlos (1889-1908) e Manuel II (1908-1910)).

Este ramo da casa de Bragança é o chamado ramo de Bragança-Saxe-Coburgo e Gota, do qual NÃO DESCENDE certamente Duarte Pio. Duarte Pio é descendente por via paterna de Miguel I de Portugal, e por via materna de Pedro I (imperador do Brasil, Pedro IV de Portugal). A sua mãe é Maria Francisca de Orleães-Bragança, da casa imperial do Brasil, também chamada de Orleães-Bragança.... Ver mais

Sendo assim Duarte Pio herdeiro dos dois ramos "sobreviventes" da casa de Bragança - o ramo miguelista dos descendentes de Miguel I e o ramo de Orleães-Bragança, a descendência brasileira de Pedro I do Brasil (Pedro IV de Portugal) - pergunto-me: porque iria Duarte Nuno "usar" a bandeira dos seus primos (a tal que existiu entre 1830 e 1930 e que os nossos monárquicos defendem com unhas e dentes)?

Não seria mais lógico, mais coerente, que trouxesse de novo à vida a bandeira do seu trisavô, João VI, e que foi também a bandeira do seu bisavô, Miguel I e do irmão deste, Pedro IV, seu tio-bisavô?

Uma bandeira que reintegrou a esfera armilar, um antigo emblema pessoal de Manuel I, símbolo maior dos Descobrimentos, e onde o escudo volta a ser de ponta redonda, no formato dito PORTUGUÊS e não francês como na bandeira ora enaltecida.

Para quem não sabe do que falo (e serão MUITOS), vejam a bandeira em http://www.tuvalkin.web.pt/terravista/guincho/1421/bandeira/pt_1816.gif

Afinal, a actual bandeira Nacional e a sua esfera armilar têm bem mais a ver com Duarte Pio, e a sua ascendência, do que a bandeira que tanto abanicam, pertença de uma casa real já extinta e esquecida...


Carlos Paula Simões

domingo, 21 de março de 2010

Dia Mundial da Poesia


CHAMUSCA


Chamusca, meu jardim de fantasia,
onde eu cultivo as flores da afeição;
cada recanto lindo é um talhão
que lentamente o Tejo acaricia.
.
Subindo ao Pranto a sua casaria
é roupa branca ao sol, por sobre o chão;
bando de aves que em lúcida visão
abrem asas no céu que as delicia.
.
Chamusca, minha amada, meiga, terna!
que doce, que amorosa, que materna,
que simples, que suave, que tranquila!
.
Chamusca...eu amo-a tanto, que quisera,
até depois de morto - quem m'o dera! -
na terra que me cubra inda senti-la!
.
Armando Soares Imaginário

sábado, 13 de março de 2010

Dito em outros mundos

"O facilitismo é inimigo da competência e irmão da corrupção. Combatamo-lo com todas as forças, pois ele gera a degradação dos valores. O saber, a elevação, a sublimação da existência e dos gestos, o culto do humanismo, faz-se com trabalho continuado e aparelhando o espírito para a vida e para a propagação da nobreza dos valores"

in Armindo Gameiro

sexta-feira, 12 de março de 2010

A política do medo


A política do medo
"Em que condições exerce hoje o professor o seu mister de ensinar? Pergunta capital, em cuja resposta vai muito da eficiência da Escola e do valor intelectual e moral do ensino. Posso afirmar, sem receio de exagerar, que essas condições se caracterizam essencialmente assim: deficiência de meios pedagógicos; deficiência de meios materiais da vida do professor; limitação das condições de independência mental dos agentes económicos.O professor hoje, em Portugal, vive com dificuldades de vida e com medo, esse terrível medo que se apoderou da quase totalidade da população portuguesa.
Tenho já o tempo de vida bastante para poder ter observado, durante mais de 20 anos, a evolução duma certa corporação científica, e ter verificado nela a instalação e o alastramento desse processo de destruição progressiva do professor português. E é preciso registar que, a despeito de casos isolados de resistência heróica, esse processo de destruição tem produzido os seus efeitos.A coisa vai mesmo mais longe – a política do medo não atingiu apenas uma determinada camada social ou profissão. Não, essa política foi a todos os sectores da vida nacional e a todos os núcleos de actividade privada e pública, procurando transformar-nos num povo aterrado, reduzido à condição deprimente de passarmos a vida a desconfiar uns dos outros. Mas o que é curioso, nesta questão, é que, ao fim e ao cabo, não se conseguiu apenas que os pequenos tenham medo uns dos outros e dos grandes, ou os indivíduos tenham medo das instituições. O próprio Estado foi vitima do seu jogo e acabou por ser tomado de medo dos cidadãos ..."
.
[Bento de Jesus Caraça, in Intervenção feita da Sessão de 30 de Novembro de 1946, realizada pelo Movimento da Unidade Popular, na sala de A Voz do Operário, aliás in Conferências e Outros Escritos, Lisboa, 1978, p. 203 - sublinhados nossos]


Foto: Bento de Jesus Caraça, retirada do blog Ruy Luis Gomes, com a devida vénia

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Um olhar


Há dias assim.
Inventar dias de sol, ver o verde no cinzento e o azul brilhar só nos nossos olhos. As ramagens cantam ao som das rajadas do vento que embalam o dia que teima em manter-se frio.
É assim o nosso tempo, incerto e com valores que não se sentiam anteriormente. Melhores, piores?
Diferentes e é com este clima que teremos que olhar sempre para as águas que correm...

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Ermida do Senhor do Bonfim



Em breve nada restará desta bela capela, senão se conservar Já!!!
Vista geral da fachada principal.A Ermida do Senhor do Bonfim, ou Ermida do Senhor Jesus do Bonfim, antigamente conhecida também por Ermida da Cruz de Longe, situa-se no local mais alto da vila da Chamusca, o Monte do Bonfim, de onde é possível contemplar uma vista deslumbrante sobre a lezíria. Na encosta sobranceira ao templo existiu um cemitério, um dos primeiros a funcionar fora da igreja depois das reformas de Costa Cabral. O cruzeiro de pedra que actualmente está colocado em frente do templo estava, antigamente, junto ao portão do cemitério.
A ermida foi mandada construir em 1746 pela Confraria do Senhor Jesus do Bonfim, congregação fundada nesse mesmo ano e que permaneceria aqui instalada até à sua extinção, em 1850. As obras durariam até 1749, tendo sido dirigidas por um mestre pedreiro de Lisboa.
Durante o século XVIII, continuaram as obras na ermida e no espaço envolvente, tendo sido então construídas a casas do ermitão e dos romeiros e o curral para a recolha do gado. De facto, a ermida foi, logo desde a sua fundação, um importante local de romagem de toda a região. As principais romarias davam-se na quinta-feira de Ascensão, promovida pelos chamusquenses, e no dia de S. Miguel, esta já organizada pelos habitantes da Golegã, sobretudo pelas mulheres, que eram aqui conhecidas como ceboleiras.
Ainda no mesmo século, efectuaram-se também obras no interior da ermida, tendo sido ladrilhado o pavimento, construído o coro e dourado o retábulo da capela-mor, esta última intervenção levada a cabo por Valentino Baptista, de Santarém. Nos finais do século XVIII, são aplicados os silhares de azulejos da nave e da sacristia.
Em 1834, a lei de extinção de bens de mão morta torna a vida da confraria muito difícil, o que leva à sua extinção em 1850. O pátio murado situado na parte inferior do monte, frente à ermida, é então transformado em cemitério, um dos primeiros do país a funcionar fora da igreja. O cemitério permaneceria aqui até à inauguração do Cemitério Municipal, em 1877.
Vista geral da capela-mor.Em 1965, a ermida foi alvo de obras de conservação e de recuperação, promovidas por um grupo de chamusquenses liderado pela poetisa Maria de Carvalho. Durante os anos que durou a Guerra Colonial, a ermida foi objecto de incessante peregrinação por parte de várias famílias de soldados, facto ainda hoje notório pelo elevado número de ex-votos presentes no seu interior, em especial na sacristia.
Arquitectura e Arte Sacra
A ermida é pequena e de construção simples, marcadamente popular. É um templo de uma só nave, revestida até meia parede por um silhar de azulejos dos finais do século XVIII, representando temas como a Crucificação e o Santíssimo Sacramento. Do lado do evangelho, há um púlpito em talha dourada, marmoreado de azul com relevos a ouro.
A capela-mor é coberta por abóbada de berço rebaixada. O retábulo do altar-mor é em talha dourada e verde, apresentando na tribuna a figura do Senhor Jesus do Bonfim, representado na cruz, pintado em azulejo colocado sobre pedra tosca. Esta decoração denota a fase em que foi executada, em pleno período de transição do barroco para o rococó. A sacristia, anexa à capela-mor do lado do evangelho, é revestida por azulejos de padrão igual aos da nave, mas sem medalhão.
Ao longo do caminho que sobe até ao cimo do outeiro, encontram-se as treze cruzes da via sacra, com placas de azulejo retratando cenas da Paixão. De resto, a ermida é um antigo local de peregrinação para toda a região, desde há pelo menos 250 anos. No seu interior ainda se encontram numerosos ex-votos, alguns deles já seculares, como alguns quadros votivos do século XVIII.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Un sorriso triste


Rosto curvado, olhos perdidos!
Foi assim que encontrei o meu amigo e cliente já à longos anos, sentado na cadeira de um banco cá da terra.
O antigo sorriso franco e aberto deste agricultor, desapareceu do seu rosto, disse-me que tinha cometido "um crime" trabalhar, trabalhar, dar emprego e ter muita preocupação em ser sério e cumpridor de impostos.
Hoje depois de ter movimentado milhões naquele banco, onde era atendido, sempre com um largo sorriso e as portas franqueadas, faziam-no esperar horas para lhe dizerem não a um pequeno pedido de venda de dinheiro, a que ele apresentava garantias reais!
Outros tempos outras gentes, outras faltas de respeito.
Disse-lhe que amanhã o dia vai ser melhor...sorriu com um sorriso triste...mas sorriu.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Só Sente Ansiedade pelo Futuro aquele cujo Presente é Vazio


Só Sente Ansiedade pelo Futuro aquele cujo Presente é Vazio

O principal defeito da vida é ela estar sempre por completar, haver sempre algo a prolongar. Quem, todavia, quotidianamente der à própria vida "os últimos retoques" nunca se queixará de falta de tempo; em contra partida, é da falta de tempo que provém o temor e o desejo do futuro, o que só serve para corroer a alma. Não há mais miserável situação do que vir a esta vida sem se saber qual o rumo a seguir nela; o espírito inquieto debate-se com o inelutável receio de saber quanto e como ainda nos resta para viver. Qual o modo de escapar a uma tal ansiedade? Há um apenas: que a nossa vida não se projecte para o futuro, mas se concentre em si mesma. Só sente ansiedade pelo futuro aquele cujo presente é vazio. Quando eu tiver pago tudo quanto devo a mim mesmo, quando o meu espírito, em perfeito equilíbrio, souber que me é indiferente viver um dia ou viver um século, então poderei olhar sobranceiramente todos os dias, todos os acontecimentos que me sobrevierem e pensar sorridentemente na longa passagem do tempo! Que espécie de perturbação nos poderá causar a variedade e instabilidade da vida humana se nós estivermos firmes perante a instabilidade? Apressa-te a viver, caro Lucílio, imagina que cada dia é uma vida completa. Quem formou assim o seu carácter, quem quotidianamente viveu uma vida completa, pode gozar de segurança; para quem vive de esperanças, pelo contrário, mesmo o dia seguinte lhe escapa, e depois vem a avidez de viver e o medo de morrer, medo desgraçado, e que mais não faz do que desgraçar tudo.


Séneca, in 'Cartas a Lucílio'

A Preguiça como Obstáculo à Liberdade


A Preguiça como Obstáculo à Liberdade

A preguiça e a cobardia são as causas por que os homens em tão grande parte, após a natureza os ter há muito libertado do controlo alheio, continuem, no entanto, de boa vontade menores durante toda a vida; e também por que a outros se torna tão fácil assumirem-se como seus tutores. É tão cómodo ser menor.
Se eu tiver um livro que tem entendimento por mim, um director espiritual que tem em minha vez consciência moral, um médico que por mim decide da dieta, etc., então não preciso de eu próprio me esforçar. Não me é forçoso pensar, quando posso simplesmente pagar; outros empreenderão por mim essa tarefa aborrecida. Porque a imensa maioria dos homens, considera a passagem à maioridade difícil e também muito perigosa é que os tutores de boa vontade tomaram a seu cargo a superintendência deles. Depois de, primeiro, terem embrutecido os seus animais domésticos e evitado cuidadosamente que estas criaturas pacíficas ousassem dar um passo para fora da carroça em que as encerraram, mostram-lhes em seguida o perigo que as ameaça, se tentarem andar sozinhas. Ora, este perigo não é assim tão grande, pois aprenderiam por fim muito bem a andar. Só que um tal exemplo intimida e, em geral, gera pavor perante todas as tentativas ulteriores.

É, pois, difícil a cada homem desprender-se da menoridade que para ele se tomou quase uma natureza. Até lhe ganhou amor e é por agora realmente incapaz de se servir do seu próprio entendimento, porque nunca se lhe permitiu fazer uma tal tentativa. Preceitos e fórmulas, instrumentos mecânicos do uso racional ou, antes, do mau uso dos seus dons naturais são os grilhões de uma menoridade perpétua. Mesmo quem deles se soltasse só daria um salto inseguro sobre o mais pequeno fosso, porque não está habituado a este movimento livre. São, pois, muito poucos apenas os que conseguiram mediante a transformação do seu espírito arrancar-se à menoridade e iniciar então um andamento seguro.

Mas é perfeitamente possível que um público a si mesmo se esclareça. Mais ainda, é quase inevitável, se para tal lhe for dada liberdade. Com efeito, sempre haverá alguns que pensam por si, mesmo entre os tutores estabelecidos da grande massa que, após terem arrojado de si o jugo da menoridade, espalharão à sua volta o espírito de uma avaliação racional do próprio valor e da vocação de cada homem para por si mesmo pensar. Importante aqui é que o público, o qual antes fora por eles sujeito a este jugo, os obriga doravante a permanecer sob ele quando por alguns dos seus tutores, pessoalmente incapazes de qualquer ilustração, é a isso incitado. Semear preconceitos é muito pernicioso, porque acabam por se vingar dos que pessoalmente, ou os seus predecessores, foram os seus autores. Por conseguinte, um público só muito lentamente pode chegar à ilustração. Por meio de uma revolução poderá talvez levar-se a cabo a queda do despotismo pessoal e da opressão gananciosa ou dominadora, mas nunca uma verdadeira reforma do modo de pensar. Novos preconceitos, justamente como os antigos, servirão de rédeas à grande massa destituída de pensamento.

in Emmanuel Kant

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

A Arte da Filosofia



São 40, cada um tem a sua missão é que nesta orquestra cada um sabe que a sua sensibilidade é importante para a "pianíssima" causa do som perfeito!
O maestro a todos respeita, sabe que a cada um terá que dar, a cada um e a seu tempo, as indicações galvanizadoras do sucesso da orquestra.
A Arte da filosofia está prenhe de compromissos, e os compromissos são a arte do respeito!
Para que a orquestra toque "o ano 2010 em paz" novel partitura escrita em 2009 pelos chamados á pronúncia,
haverá que dar acordes simples, directos e de acordo com todos os instrumentistas. O que digo "de acordo" quero dizer com o respeito de ser pensante e que não se resigna a ser mero objecto do enquadramento musical.
Assim sendo, que se estude a partitura.
Os mais atentos por certo pensarão que é necessário novos instrumentos, para que os acordes sejam mais ao ritmo dos novos tempos, eu direi que bastará munir "A Arte da Filosofia " para renovar a orquestra, e assim defender a partitura e quem a escreveu!
Mas que tudo na orquestra terá que mudar a seu tempo...não tenho dúvidas...necessitamos que a música seja outra, como direi...mais ao sabor e do saber do nosso povo!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

De onde vem a nossa espécie?


Acredito no trabalho em equipa, acredito que o ser humano aos poucos, aos solavancos, com tomadas de posição sérias, podem com todo o tempo do mundo ler o sabor do vento e saborear a alegria da água ao ser liberta das grilhetas que a oprimem!
Acredito na verdade que motiva, que faz análise e que recompensa, pois a nova ordem vai exigir que os olhos brilhem, quando falamos no nosso empenho em compreender a missão!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Sorriam Senhores




Roubei esta foto ao meu amigo Raul Bexiga Caldeira. ( ponto) http://deportaberta.blogspot.com/

Tenho a certeza que estas nostalgias que para uns são doentias, para outros, não serão mais nem menos que um querer dizer que estamos vivos ( e bem vivos ) para a defesa do nosso património e das nossas memórias.

Mas afinal o que é viver para estas gentes?

Sorriam Senhores, façam tudo nas vossas vidas como se estivessem a ser vistos por todos ao mesmo tempo!

Preservar as nossas memórias, não quer dizer que estejamos contra o presente e contra o futuro, mas sim que as estórias que contamos, os sítios da nossa terra que visitamos, os livros que falam das nossas gentes, hábitos e costumes, SÃO NOSSOS, têm o nosso trabalho, o nosso suor, é aqui que amamos, é aqui que temos os nossos amigos e até os nossos inimigos...são nossos!

Sorriam Senhores, em vez de deitar abaixo construam, em vez de se isolarem, participem, unam, dignifiquem, partilhem e caminhem ao nosso lado...

domingo, 27 de dezembro de 2009

Chafariz da Botica


Em defesa do
Chafariz da Botica e das suas árvores!
O Chafariz de S. Pedro, Igualmente conhecido como Chafariz da Botica, encontra-se situado em pleno centro histórico da Vila da Chamusca. Este Chafariz, foi inaugurado em 1875 e é um belo exemplar da arquitectura civil novecentista.
É um espaço agradável com as suas árvores centenárias, só necessita de pequenos arranjos pedonais e a requalificação do bar que lá está instalado, pois agora que a zona começa a ser mais movimentada, derivado aos seus novos moradores, há que defender estes espaços com memória!











"As fontes povoam os lugares e o imaginário colectivo. A água que brota da terra, para além de uma riqueza natural, é sempre um espectáculo agradável ao olhar. Muitas fontes são investidas de poderes quase mágicos, acreditando-se que as suas águas são benfazejas para diversos males do corpo ou da alma ..."
in site da Câmara Municipal da Chamusca

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Poemas



Há homens que lutam um dia,
e são bons;
Há outros que lutam um ano,
e são melhores;
Há aqueles que lutam muitos anos,
e são muito bons;
Porém há os que lutam toda a vida
Estes são os imprescindíveis

Do rio que tudo arrasta

se diz que é violento
Mas ninguém diz violentas
as margens que o comprimem.

Bertold Brecht

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Lição do Ratinho




Lição do Ratinho
Fábula para aqueles que se sentem seguros na actual crise mundial. O que é mau para alguém é mau para todos...


Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o agricultor e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que haveria ali.
Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado.
Correu ao pátio da quinta advertindo todos:
- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa!
A galinha disse:
- Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para si, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.
O rato foi até ao porco e disse:
- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira!
- Desculpe-me Sr. Rato, disse o porco, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique tranquilo que o Sr. Será lembrado nas minhas orações.
O rato dirigiu-se à vaca e ela disse-lhe:
- O quê? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!

Então o rato voltou para casa abatido, para encarar a ratoeira.
Naquela noite ouviu-se um barulho, como o da ratoeira apanhando uma vítima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que tinha caído na ratoeira. No escuro, não viu que na ratoeira estava uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher...
O agricultor levou-a imediatamente ao hospital mas ela voltou com febre.
Todo a gente sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha.
O agricultou agarrou no seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal, a galinha.
Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para os alimentar, o agricultor matou o porco.
A mulher não melhorou e acabou por morrer e muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca para alimentar toda aquela gente.


Moral da História:
Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e considerar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se de que quando há uma ratoeira na casa, toda a quinta corre perigo.

Ser livre é querer ir e ter um rumo


Ser livre é querer ir e ter um rumo
e ir sem medo,
mesmo que sejam vãos os passos.
É pensar e logo
transformar o fumo
do pensamento em braços.
É não ter pão nem vinho,
só ver portas fechadas e pessoas hostis
e arrancar teimosamente do caminho
sonhos de sol
com fúrias de raiz.
É estar atado, amordaçado, em sangue, exausto
e, mesmo assim,
só de pensar gritar
gritare só de pensar ir
ir e chegar ao fim.

Armindo Rodrigues

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O mundo deles


Quando reflicto sobre quão reais e verdadeiras são para o louco as coisas da sua loucura, não posso deixar de concordar com a essência da declaração "Protágoras" de que 'o homem é a medida de todas as coisas'".

in Fernando Pessoa

sábado, 5 de dezembro de 2009

Civilis – Associação para a Cidadania e Desenvolvimento

Corpos Sociais
para o biénio, 2008/2009


Assembleia-Geral

Presidente da Assembleia-Geral, Joaquim José Duarte Garrido,
Vice-Presidente, Fernando Manuel dos Santos Freire,
Secretário, Manuel Ferraz Madeira,
Suplente, Lina Maria Tomé Palhota.

Direcção

Presidente, Aires Manuel Tavares Marques,
Vice-Presidente, Joaquim José de Macedo Viana da Fonseca,
Tesoureiro, David Pereira Garcia,
Vogal, Maria Felícia Prudêncio Gameiro,
Vogal, Fernando Manuel Amaro Pratas,
Vogal, Natércia Silva Fortunato,
Vogal, José Alves Jana,
Vogal, Maria Susete Caetano Vieira,
Vogal, Nuno André Inverno Ribeiro,
Secretário, João Luís Mota Lopes,
Secretário, Maria Isabel Pereira Serrano Jesus Oliveira,
Suplente, Maria de Fátima Caetano Vieira Lopes,
Suplente, Sónia Cristina de Matos Pereira,
Suplente, Joana Margarida Baptista Lopes.

Conselho Fiscal

Presidente, Nuno Filipe da Fonseca Gameiro,
Secretário, José Manuel Pereira Martins,
Relator, António do Carmo Pratas,
Suplente, Henrique José Ermitão Vieira Paixão.

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Civilis – Associação para a Cidadania e Desenvolvimento
Praça da República 2260-411Vila Nova da Barquinha
Telef: 249 720 364 Fax: 249 720 368
E-mail: civilis.acd@gmail.com

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Democracia

Democracia é um regime de governo onde o poder de tomar importantes decisões políticas está com os cidadãos povo, directa ou indirectamente, por meio de representantes eleitos — forma mais usual. Uma democracia pode existir num sistema presidencialista ou parlamentarista, republicano ou monárquico.

As Democracias podem ser divididas em diferentes tipos, baseado em um número de distinções. A distinção mais importante acontece entre democracia directa (algumas vezes chamada "democracia pura"), onde o povo expressa a sua vontade por voto directo em cada assunto particular, e a democracia representativa (algumas vezes chamada "democracia indirecta"), onde o povo expressa sua vontade através da eleição de representantes que tomam decisões em nome daqueles que os elegeram.

Outros itens importantes na democracia incluem exactamente quem é "o Povo", isto é, quem terá direito ao voto; como proteger os direitos de minorias contra a "tirania da maioria" e qual sistema deve ser usado para a eleição de representantes ou outros executivos.

domingo, 29 de novembro de 2009

O caminho








Leve é a tarefa
quando muitos
dividem o trabalho


Homero