
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
De onde vem a nossa espécie?

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Sorriam Senhores
Roubei esta foto ao meu amigo Raul Bexiga Caldeira. ( ponto) http://deportaberta.blogspot.com/
Tenho a certeza que estas nostalgias que para uns são doentias, para outros, não serão mais nem menos que um querer dizer que estamos vivos ( e bem vivos ) para a defesa do nosso património e das nossas memórias.
Mas afinal o que é viver para estas gentes?
Sorriam Senhores, façam tudo nas vossas vidas como se estivessem a ser vistos por todos ao mesmo tempo!
Preservar as nossas memórias, não quer dizer que estejamos contra o presente e contra o futuro, mas sim que as estórias que contamos, os sítios da nossa terra que visitamos, os livros que falam das nossas gentes, hábitos e costumes, SÃO NOSSOS, têm o nosso trabalho, o nosso suor, é aqui que amamos, é aqui que temos os nossos amigos e até os nossos inimigos...são nossos!
Sorriam Senhores, em vez de deitar abaixo construam, em vez de se isolarem, participem, unam, dignifiquem, partilhem e caminhem ao nosso lado...
domingo, 27 de dezembro de 2009
Chafariz da Botica
"As fontes povoam os lugares e o imaginário colectivo. A água que brota da terra, para além de uma riqueza natural, é sempre um espectáculo agradável ao olhar. Muitas fontes são investidas de poderes quase mágicos, acreditando-se que as suas águas são benfazejas para diversos males do corpo ou da alma ..."
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Poemas

Há homens que lutam um dia,
e são bons;
Há outros que lutam um ano,
e são melhores;
Há aqueles que lutam muitos anos,
e são muito bons;
Porém há os que lutam toda a vida
Estes são os imprescindíveis
Do rio que tudo arrasta
se diz que é violento
Mas ninguém diz violentas
as margens que o comprimem.
Bertold Brecht
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Lição do Ratinho

Lição do Ratinho
Fábula para aqueles que se sentem seguros na actual crise mundial. O que é mau para alguém é mau para todos...
Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o agricultor e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que haveria ali.
Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado.
Correu ao pátio da quinta advertindo todos:
- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa!
A galinha disse:
- Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para si, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.
O rato foi até ao porco e disse:
- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira!
- Desculpe-me Sr. Rato, disse o porco, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique tranquilo que o Sr. Será lembrado nas minhas orações.
O rato dirigiu-se à vaca e ela disse-lhe:
- O quê? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!
Então o rato voltou para casa abatido, para encarar a ratoeira.
Naquela noite ouviu-se um barulho, como o da ratoeira apanhando uma vítima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que tinha caído na ratoeira. No escuro, não viu que na ratoeira estava uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher...
O agricultor levou-a imediatamente ao hospital mas ela voltou com febre.
Todo a gente sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha.
O agricultou agarrou no seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal, a galinha.
Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para os alimentar, o agricultor matou o porco.
A mulher não melhorou e acabou por morrer e muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca para alimentar toda aquela gente.
Moral da História:
Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e considerar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se de que quando há uma ratoeira na casa, toda a quinta corre perigo.
Ser livre é querer ir e ter um rumo
Ser livre é querer ir e ter um rumo
e ir sem medo,
mesmo que sejam vãos os passos.
É pensar e logo
transformar o fumo
do pensamento em braços.
É não ter pão nem vinho,
só ver portas fechadas e pessoas hostis
e arrancar teimosamente do caminho
sonhos de sol
com fúrias de raiz.
É estar atado, amordaçado, em sangue, exausto
e, mesmo assim,
só de pensar gritar
gritare só de pensar ir
ir e chegar ao fim.
Armindo Rodrigues
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
O mundo deles
sábado, 5 de dezembro de 2009
Civilis – Associação para a Cidadania e Desenvolvimento
para o biénio, 2008/2009
Assembleia-Geral
Presidente da Assembleia-Geral, Joaquim José Duarte Garrido,
Vice-Presidente, Fernando Manuel dos Santos Freire,
Secretário, Manuel Ferraz Madeira,
Suplente, Lina Maria Tomé Palhota.
Direcção
Presidente, Aires Manuel Tavares Marques,
Vice-Presidente, Joaquim José de Macedo Viana da Fonseca,
Tesoureiro, David Pereira Garcia,
Vogal, Maria Felícia Prudêncio Gameiro,
Vogal, Fernando Manuel Amaro Pratas,
Vogal, Natércia Silva Fortunato,
Vogal, José Alves Jana,
Vogal, Maria Susete Caetano Vieira,
Vogal, Nuno André Inverno Ribeiro,
Secretário, João Luís Mota Lopes,
Secretário, Maria Isabel Pereira Serrano Jesus Oliveira,
Suplente, Maria de Fátima Caetano Vieira Lopes,
Suplente, Sónia Cristina de Matos Pereira,
Suplente, Joana Margarida Baptista Lopes.
Conselho Fiscal
Presidente, Nuno Filipe da Fonseca Gameiro,
Secretário, José Manuel Pereira Martins,
Relator, António do Carmo Pratas,
Suplente, Henrique José Ermitão Vieira Paixão.
___________////___________
Civilis – Associação para a Cidadania e Desenvolvimento
Praça da República 2260-411Vila Nova da Barquinha
Telef: 249 720 364 Fax: 249 720 368
E-mail: civilis.acd@gmail.com
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Democracia
As Democracias podem ser divididas em diferentes tipos, baseado em um número de distinções. A distinção mais importante acontece entre democracia directa (algumas vezes chamada "democracia pura"), onde o povo expressa a sua vontade por voto directo em cada assunto particular, e a democracia representativa (algumas vezes chamada "democracia indirecta"), onde o povo expressa sua vontade através da eleição de representantes que tomam decisões em nome daqueles que os elegeram.
Outros itens importantes na democracia incluem exactamente quem é "o Povo", isto é, quem terá direito ao voto; como proteger os direitos de minorias contra a "tirania da maioria" e qual sistema deve ser usado para a eleição de representantes ou outros executivos.
domingo, 29 de novembro de 2009
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
PARA PINTAR O RETRATO DE UM PÁSSARO

com a porta aberta
pintar depois
algo de lindo
algo de simples
algo de belo
algo de útil
para o pássaro
depois dependurar a tela numa árvore
num jardim
num bosqueou numa floresta
esconder-se atrás da árvore
sem nada dizer
sem se mexer…Às vezes o pássaro chega logo
mas pode ser também que leve muitos anos
para se decidir
Não perder a esperança
esperar
esperar se preciso durante anos
a pressa ou a lentidão da chegada do pássaro
nada tem a ver
com o sucesso do quadro
Quando o pássaro chegar
se chegar
guardar o mais profundo silêncio
esperar que o pássaro entre na gaiola
e quando já estiver lá dentro
fechar lentamente a porta com o pincel
depois
apagar uma a uma todas as grades
tendo o cuidado de não tocar numa única pena do pássaro
Fazer depois o desenho da árvore
escolhendo o mais belo galho
para o pássaro
pintar também a folhagem verde e a frescura do vento
a poeira do sol
e o barulho dos insectos pelo capim no calor do verão
e depois esperar que o pássaro queira cantar
Se o pássaro não cantar
mau sinal
sinal de que o quadro é ruim
mas se cantar bom sinal
sinal de que pode assiná-lo
Então você arranca delicadamente
uma das penas do pássaro
e escreve seu nome num canto do quadro.
de “Paroles” (1945)
JACQUES PRÉVERT
sábado, 31 de outubro de 2009
O Poder
Encontro aí um reflexo do universo prisional...
sábado, 19 de setembro de 2009
Escrito no vento
sábado, 12 de setembro de 2009
14 de Outubro
Arício.
de Arício é, descrita como uma das mais
antigas povoações da Lusitânia.
Esta antiguidade,
rebusca-a ao tempo do dilúvio
bíblico e à concessão que Noé
fez a seu neto Tubal, estabelecendo
que ele repovoasse a
parte da Terra correspondente
à Hispânia.
Ter-se-á Tubal estabelecido
no que hoje é Setúbal.
Daqui saiu um capitão do
exército de Tubal chamado
Turdulo, o qual com mais gentes
subiu pelo Tejo e, chegado
à zona do que é hoje a vila de
Chamusca, fundou a cidade
de Arício.
ao demorar fixar-te
Ao ver-te pelo rectângulo
da minha roleflex
descobri em ti pormenores
antes despercebidos,
ao demorar fixar-te
arranjei tempo para te ver!
Ao nosso lado, os carros
continuavam a correr
como se fosse quase impossível
lá chegar a tempo
sabe-se lá que tempo e para onde!
Estavas calma, sorrias
intemporal, tinhas luz
os meus olhos, percorriam-te ávidos
senti orgulho em ter-te
sem te ter
sei que ficarás e eu partirei
mas farei do nosso encontro
um registo perpétuo de querer
moldando as formas que tens
e de amor em amor
em busca de mais saber
te amarei minha Chamusca.
in O sonho..
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Patxi Andion

sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Atitude
"O valor das coisas
não está no tempo em que elas duram,
mas na intensidade
com que acontecem.
Por isso existem
momentos
inesquecíveis,
coisas inexplicáveis
e pessoas
incomparáveis"
in Fernando Pessoa
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Porque o medo - Alexandre O’Neil:

domingo, 2 de agosto de 2009
Fernando Pessoa
sábado, 18 de julho de 2009
O boato
O boato pode ter inúmeros efeitos.
Todos conhecemos inúmeros boatos que percorreram a vida pública portuguesa.
O boato que neste momento corre desonrar quem se atreve a contestar formas de poder.
Quando confronto as pessoas com a falsidade desta informação, afirmam que ouviram
Apontam para o dizem, ou para obscuros não me lembro , mas ninguém me diz onde está nem ninguém diz que leu.
Finalmente acabam por referir
– Dizem que é assim!
– Mas diz quem? – Pergunto eu.
Há muita gente a dizer, mas essas pessoas que dizem, interrogadas, acabam por se refugiar todas na mesma argumentação: dizem….
Às vezes surge uma novidade.
–As pessoas falam.
– Mas quem fala? – Questiono.
Ninguém sabe, ninguém viu, ninguém leu.
Concluindo. Estamos perante um boato.
Quem pôs o boato a circular?
O que me preocupa é o facto de as pessoas a quem o boato se dirige aceitarem esta informação como válida, sem qualquer sentido crítico, sem procurarem saber da sua veracidade.
Contentam-se com “ é verdade porque dizem”.
Seria de esperar outra atitude?.
Pensar deve ser uma atitude assumida e não ficar numa falsa neutralidade, exposto ao que não existe.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
"Pintura Criativa"

Appio Cláudio, natural de Ovar, radicado na Chamusca desde 1974, Participou em numerosas exposições individuais e colectivas na Chamusca, Torres Novas, Entroncamento, Vila Nova da Barquinha, Santarém, Lisboa e Almada.Tem obras em colecções privadas e públicas em Portugal e Espanha.Embora utilize algum figurativismo, desenvolve uma pintura de fusão com fortes mensagens de cunho humanista.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Transporte no tempo
Cão que matinalmente farejavas a calçada
as ervas os calhaus os seixos os paralelipípedos
os restos de comida os restos de manhã
a chuva antes caída e convertida numa como que auréola da terra
cão que isso farejas cão que nada disso já farejas
Foi um segundo súbito e ficaste ensanduichado
esborrachado comprimido e reduzido
debaixo do rodado imperturbável do pesado camião
Que tinhas que não tens diz-mo ou ladra-mo
ou utiliza então qualquer moderno meio de comunicação
diz-me lá cão que faísca fugiu do teu olhar
que falta nesse corpo afinal o mesmo corpo
só que embalado ou liofilizado?
Eras vivo e morreste nada mais teus donos
se é que os tinhas sempre que de ti falavam
falavam no presente falam no passado agora
Mudou alguma coisa de um momento para o outro
coisa sem importância de maior para quem passa
indiferente até ao halo da manhã de pensamento posto
em coisas práticas em coisas próximas
Cão que morreste tão caninamente
cão que morreste e me fazes pensar parar até
que o polícia me diz que siga em frente
Que se passou então? Um simples cão que era e já não é...
RUY BELO
sábado, 4 de julho de 2009
Mudam-se os tempos
Mudam-se os tempos,

mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
Luís de Camões
sexta-feira, 3 de julho de 2009
As mãos
se faz a guerra.
Com mãos tudo se faz
e se desfaz.
Com mãos se faz o poema
– e são de terra.
Com mãos se faz a guerra
– e são a paz.
Com mãos se rasga o mar.

Com mãos se lavra.
Não são de pedras estas casas mas
de mãos.
E estão no fruto e na palavra
as mãos que são o canto e são as armas.
E cravam-se no Tempo como farpas
as mãos que vês nas coisas transformadas.
Folhas que vão no vento: verdes harpas.
De mãos é cada flor cada cidade.
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade.
Manuel Alegre



