
A PORTUGUESA
I
Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente e imortal
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria, sente-se a voz
Dos teus egrégios avós
Que há-de guiar-te à vitória!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
II
Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu Beija o teu solo jucundo
O oceano, a rugir de amor,
E o teu Braço vencedor
Deu mundos novos ao mundo! Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas! Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
III
Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal de ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
Data: 1890 (com alterações de 1957)
Letra: Henrique Lopes de Mendonça
Música: Alfredo Keil















A taxa de pobreza em Portugal é superior à média europeia quando se contabiliza o efeito das transferências sociais (20 contra 16 por cento). Os números fazem parte de um estudo apresentado por Carlos Farinha Rodrigues, docente do o Instituto Superior de Economia e Gestão. Portugal continua a ser o país da União Europeia com maiores níveis de desigualdade :(41 por cento contra os 31 por cento da média comunitária a 25) e maiores níveis de pobreza.







