terça-feira, 18 de dezembro de 2007

A Portuguesa



A PORTUGUESA

I
Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente e imortal
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria, sente-se a voz
Dos teus egrégios avós
Que há-de guiar-te à vitória!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
II
Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu Beija o teu solo jucundo
O oceano, a rugir de amor,
E o teu Braço vencedor
Deu mundos novos ao mundo! Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas! Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
III
Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal de ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
Data: 1890 (com alterações de 1957)
Letra: Henrique Lopes de Mendonça
Música: Alfredo Keil

domingo, 16 de dezembro de 2007

As coisas que se dizem - 6

Cambalache
Que el mundo fue y será una porqueríaya lo sé...
(¡En el quinientos seisy en el dos mil también!).
Que siempre ha habido chorros,
maquiavelos y estafaos,contentos y amargaos,valores y dublé...
Pero que el siglo veintees un desplieguede maldá insolente,
ya no hay quien lo niegue.
Vivimos revolcaosen un merenguey en un mismo lodotodos manoseaos...¡
Hoy resulta que es lo mismoser derecho que traidor!...
Ignorante, sabio o chorro,generoso o estafador!¡
Todo es igual!¡Nada es mejor!¡
Lo mismo un burroque un gran profesor!
No hay aplazaosni escalafón,los inmoralesnos han igualao.
Si uno vive en la imposturay otro roba en su ambición,
¡da lo mismo que sea cura,colchonero, rey de bastos,caradura o polizón!...¡
Qué falta de respeto, qué atropelloa la razón!¡
Cualquiera es un señor!¡Cualquiera es un ladrón!
Mezclao con Stavisky va Don Boscoy "La Mignón",
Don Chicho y Napoleón,Carnera y San Martín...
Igual que en la vidriera irrespetuosade los cambalachesse ha mezclao la vida,y herida por un sable sin remachesves llorar la Bibliacontra un calefón...¡
Siglo veinte, cambalacheproblemático y febril!...
El que no llora no mamay el que no afana es un gil!¡
Dale nomás!¡Dale que va!¡
Que allá en el hornonos vamo a encontrar!¡
No pienses más,sentate a un lao,que a nadie importasi naciste honrao!
Es lo mismo el que laburanoche y día como un buey,
que el que vive de los otros,
que el que mata, que el que curao está fuera de la ley...
Enrique Santos Discepolo

sábado, 15 de dezembro de 2007

Ai mundo que estás doido


Num jornal Brasileiro vem uma noticia interessante (not!), que um indiano casou com uma cadela!

Lágrima de Preta

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Tristeza


Morte que mataste Lira,
Morte que mataste Lira,
Morte que mataste Lira,
Mata-me a mim, que sou teu!

Morte que mataste lira
Mata-me a mim que sou teu
Mata-me com os mesmos ferros
Com que a lira morreu

A lira por ser ingrata
Tiranicamente morreu
A morte a mim não me mata
Firme e constante sou eu
Veio um pastor lá da serra
À minha porta bateu
Veio me dar por notícia
Que a minha lira morreu


Adriano Correia de Oliveira

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

O meu país




Este parte, aquele parte e todos,

todos se vão Galiza ficas sem homens

que possam cortar teu pão

Tens em troca órfãos e órfãs

tens campos de solidão

tens mães que não têm filhos

filhos que não têm pai

Coração que tens e sofre longas ausências mortais

viúvas de vivos mortos

que ninguém consolará


Imagem: catedral.weblog.com
Composição: Rosalia de Castro

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

As coisas que se dizem - 5

Todo o ser humano tem direito
à liberdade de expressão,
o que implica o direito de não ser
inquietado pelas suas opiniões
e de as poder divulgar
e manifestar livremente

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

A Pré-História do Espichel





Local Museu de Arqueologia em Lisboa. Apresentação do livro aos alunos de Pré-História antes do lançamento

domingo, 9 de dezembro de 2007

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

1910 - 2010 Centenário da República Portuguesa

"Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária"

( Constituição da República Portuguesa, artº. 1º )

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Autocofiança


A vida

Água, sol, verde e movimento, há vida e ideias mais claras nos momentos de interacção com a natureza. Este local é perto de uma aldeia de nome Souto em Abrantes.

Foto de Manuel Traquina

domingo, 2 de dezembro de 2007

As coisas que se dizem 3

Nenhuma sociedade, nenhum ser humano, em nenhuma parte do mundo, pode permitir-se destruir os direitos descritos na Declaração Universal dos Direitos do Homem

sábado, 1 de dezembro de 2007

Não ter medo de escrever à mão

Estamos num mundo criado por nós, em que apesar do bombardear de informação os nossos jovens, salvaguardada uma minoria, não consegue apesar dos longos anos de aprendizagem, saber escrever e interpretar o que lê.
Acho, não tenho a certeza, que é conveniente para manter o grau de exigência curto e procriar o ser mandado, sem direito a cidadania. Talvez esteja errado!

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

As coisas que se dizem 2

Ninguém pode ser preso, detido ou exilado injustamente ou sem razão...

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Emoções



Quando eu estou aqui
Eu vivo esse momento lindo
Olhando pra você
E as mesmas emoções sentindo
São tantas já vividas
São momentos que eu não esqueci
Detalhes de uma vida
Histórias que eu contei aqui
Amigos eu ganhei
Saudades eu senti, partindo
E às vezes eu deixei
Você me ver chorar, sorrindo
Sei tudo que o amor
É capaz de me dar
Eu sei já sofri
Mas não deixo de amar
Se chorei
Ou se sorri
O importante
É que emoções eu vivi
São tantas já vividas
São momentos que eu não esqueci
Detalhes de uma vida
Histórias que eu contei aqui
Mas eu estou aqui
Vivendo esse momento lindo
De frente pra você
E as emoções se repetindo
Em paz com a vida
E o que ela me traz
Na fé que me faz
Otimista demais
Se chorei
Ou se sorri
O importante
É que emoções eu vivi

Se chorei
Ou se sorri
O importante
É que emoções eu vivi

Erasmo Carlos

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Amor


Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai que bom que isso é meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus só p’ra me provocar
Meu amor, juro por Deus me sinto incendiar
Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus sem mais lará-lará
Pela luz dos olhos teus
Eu acho meu amor que só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar.

Vinicius de Moraes

domingo, 25 de novembro de 2007

Imagine

John Lennon

Imagine there's no heaven,It's easy if you try,No hell below us,Above us only sky,Imagine all the peopleliving for today...
Imagine there's no countries,It isnt hard to do,Nothing to kill or die for,No religion too,Imagine all the peopleliving life in peace...
Imagine no possessions,I wonder if you can,No need for greed or hunger,A brotherhood of men,imagine all the peopleSharing all the world...
You may say I'm a dreamer,but Im not the only one,I hope some day you'll join us,And the world will live as one

Imagine que não exista nenhum paraíso.
É fácil se você tentar.
Nenhum inferno abaixo de nós.
Sobre nós apenas o firmamento.
Imagine todas as pessoas Vivendo pelo hoje...
Imagine que não exista nenhum país.

Não é difícil de fazer.
Nada porque matar ou porque morrer.
Nenhuma religião também.
Imagine todas as pessoas Vivendo a vida em paz...
Imagine nenhuma propriedade.

Eu me pergunto se você consegue.
Nenhuma necessidade de ganância ou fome.
Uma fraternidade de homens.
Imagine todas as pessoas compartilhando o mundo todo.
Você talvez diga que sou um sonhador.

Mas eu não sou o único.
Eu espero que algum dia você se junte a nós.
E o mundo viverá como um único.

Imagine