Ninguém pode ser preso, detido ou exilado injustamente ou sem razão...




Ao longo da vida acostumamos-nos aos apertos de calos consentidos, e caminhamos no ritmo a que consideramos ser o mais certo para o nosso relógio das pressas. Por vezes apressamos o passo, quando nos apercebemos que o nosso passo não é coincidente com os que nos rodeiam, e parecemos que não temos coordenação nos nossos movimentos. É assim até sentirmos que cada um tem o seu próprio caminhar, seja com botas apertadas ou com sapatilhas de pano.

Assistimos a comportamentos desviantes, daquilo a que chamamos de Ética e sentido de bom senso. Até os responsáveis pela guarda dos preceitos religiosos que conduzem a paz, amor e fraternidade, assobiam para o lado, distraídos da realidade que fingem não se aperceber. Aguardamos, perplexos, incrédulos e esperançados no acordar da razão.
