sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Um novo Ano



É grande a alegria destes amigos ao saberem que faz anos hoje o "postador" deste blogue

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Água, Ar, Céu, Silêncio e Claridade


As dificuldades perante as coisas simples, como a sentirmos-nos bem na natureza, não é mais que a inaptidão que vamos criando ao adquirir-mos artimanhas para a sobrevivência, noutra selva que nos consome lentamente. ( Raikar Sequi )
Foto de Manuel Traquina

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Água




O sentido de estar preso é horrível, ver o azul do céu e o azul da água e apetecer fazer voos rasantes sobre a imensa mansidão a caminho d'um éter desconhecido, como se de braços abertos se pudesse agarrar o ar que nos falta nos pulmões depois do grito de liberdade. É assim que morre devagar o eterno sonhador, de um mundo quase perfeito...
Foto de Manuel Traquina

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Guernica

A eterna revolta dos nossos valores adulterados, estão em todas as leituras, que de frente de lado, ou até mesmo a fazer o pino, se podem fazer sobre o horror da guerra e das suas injustiças

A perder de vista, até ao Castelo do Bode

Perante as águas me fiz gente, perante gente me fiz às águas, perante a vida encaro a morte e perante a morte encaro a vida.

Foto de Manuel Traquina

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

No fim das suas traquinices diárias, o mais valente, e sonhador de um mundo melhor, descansa confiante na leveza da protecção, que o estimula a crescer e a ter sonhos de grandeza e de liberdade! (?)

domingo, 4 de novembro de 2007

O Grito

Há-de ser sempre, a tela que revela o grito que ensurdece, o estar no meio de todos e sozinho, a lucidez fria que nos magoa ou a incompreensão do que nos rodeiam, a visão má de ver tudo de forma diferente da multidão ou o deslumbramento da loucura

sábado, 3 de novembro de 2007

Novembro

É complicado. Eu sei que é complicado, no entanto, neste mês de Novembro, mais que em qualquer outro mês, talvez por força de habito, rumamos com mais frequência ao cemitério onde prestamos culto aos nossos mortos, pela forma como isso nos faz sentir a sua presença viva entre nós, pela vida que nos deram, pelos exemplos que nos deixaram e pelas palavras que não lhes dissemos...
Porque a nossa existência, tem na nossa vivência, sentidos simbólicos, cada um agarra-se como pode a símbolos que quer crer, serem mais fortes e por isso que podem ter valor de perdurar além de todos os tempos, esquecendo que tudo que conquistámos, construímos ou amealhámos... tudo se há-de reduzir a pó anónimo.

As atitudes perante a morte, nomeadamente nos cemitérios mostra-nos, as nossas atitudes perante a vida e até o medo do esquecimento da centelha que por aqui passou, que por acaso teve o nosso orgulhoso nome. Escritos em pedra rija, para alimentar a esperança que depois de morto, se continua vivo....

"Um túmulo basta agora àquele para quem não bastava o mundo inteiro"
Epitáfio de Alexandre Magno

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Passeio a pé

Só quem anda a pé, pode sentir a diferença, entre os tempos apressados em que vivemos e os tempos de felicidade readquirida, quando temos coragem para regressar às origens, e com todo o tempo do mundo, vemos, ouvimos e partilhamos o meio que nos rodeia.
( Fotografia de Manuel Traquina)

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Viver com a Liberdade

Recanto de rara beleza que se pode encontrar perto do Souto, onde Manuel Traquina, em 2007, registou para os vindouros .


terça-feira, 30 de outubro de 2007

Vindimas


Tempos modernos, colheitas antigas. Apesar das novas tecnologias, ainda hoje se vê no Ribatejo a Sacro-Santa, actividade da colheita manual do "vinho". Garantem os seus interessados que ainda está por provar que não é assim, que se faz o melhor dos vinhos.
Brevemente se mostrará fotografias do pisar das uvas na adega, em pleno Outono de 2007.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

A Paz do silêncio


Esta fotografia de Manuel Traquina, natural do Souto, Abrantes, mostra parte da beleza que ainda tem aquelas paragens. As longas margens bem cuidadas pela natureza e preservada pelos seus Habitantes, mostram águas límpidas e transparentes em grandes caudais que fazem lembrar, que vale a pena a nossa luta pelo ambiente. Passar por aqueles trilhos em dia de paz, onde as horas não nos atormentam, a ouvir os pássaros nas ramagens, ver os peixes na água, soltos como se não estivéssemos lá, beber daquela água, respirar fundo e ouvir o silêncio, faz-nos sentir outro, naqueloutro que nós gostamos em nós.

sábado, 20 de outubro de 2007

Igreja de Sto. Eustáquio



Igreja de Sto. Eustáquio, em Alpiarça,
um monumento, uma memória viva desde 1688 (?) A visitar!
Igreja de Sto. Eustáquio, em Alpiarça

Casas Palafitas em Alpiarça


Em Alpiarça, por certo se vai deixar de ver esta mostra do passado, pois a ruína já se instalou na maioria deste património. É pois mais uma imagem que desaparecerá para os vindouros, tornando por isso as imagens, ainda possíveis de captar uma "pérola"para que se possa com verdade falar na precariedade com que os nossos antepassados, viveram. Aconselho pois uma viagem ao patacão, enquanto é tempo.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Um ribeiro na Chamusca




Na saída norte do Concelho da Chamusca, a água corre como aqui vemos, azul, num lugar aprazível e fresco, por entre as ramagens verdes, destes dias de outono.



quarta-feira, 19 de setembro de 2007

É que até já vivi...


Após uma manhã de trabalho, que se mostrou produtivo e simplificador de meios, com o meu Coordenador de edição da colecção literatura e um novo autor, que nos vai enriquecer a colecção, partimos para um almoço de descompressão.
Após uma volta linguística, do Portugal de Abril ao Portugal actual, verificámos que em todo este tempo as estórias se misturam e as realidades são aclaradas de uma forma que por vezes cria mágoa.
A disponibilidade manifestada, ao longo de décadas, em nome da cidadania e das nossas crenças, foram motores de experiências e vivências que desnudam as palavras, que nos atiram, de forma imberbe e acusatórias, por tomarmos partido e de termos ideais.
Ao perceber isto, percebo que até já vivi...

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Inquisição na Chamusca


Chamusquenses que saíram em auto-de-fé 41
- Naturais do Concelho 36
- Chamusquenses por adopção 5
Assim distribuidos;
- Vila da Chamusca 30
- Vila de Ulme 1
- Vale de Cavalos 3
- Residentes fora do Concelho 7
Motivos;
- Judaísmo 16
- Juramento blasfemo 2
- Por diminuto 2
- Negativo e pertinaz 3
- Abjuração de veemente 1
- Casar 2ª vez ( sendo viva a 1ª mulher ) 1
- Actos desonestos 1
- Feitiçaria 1
- Pacto com o diabo 2
- Acções torpes 2
- Porque sim 1

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Fazer e Refazer a História


Em plena guerra civil, no mês de Abril de 1834, D. Miguel I, esteve na Chamusca onde se encontrou com o Espanhol D. Carlos de Bourbon, numa casa na "formiga" então pertença da família Coutinho. Um bêbado local, o Silva Albardeiro, estimulado por liberais locais foi à noite, ao pé da referida casa dar vivas à liberdade. D. Miguel assomou à janela, riu-se, falou ao manifestante e mandou dar-lhe mais vinho. O Silva Albardeiro, sentiu-se honrado e logo ali, se esqueceu da liberdade e passou a dar vivas a D. Miguel.....

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Isto é que é tabaco


Encontrei o meu amigo Gil, que me faz sempre cada pergunta que mais parecem duas. Hoje acicatou a seguinte. "Para que serve terem posto nos maços de tabaco, que o tabaco mata, que o tabaco causa impotência, que o tabaco, isto e mais aquilo, e naqueloutro?".

Disse-lhe que não sabia, naquele meu feitio, de não querer saber disso, para nada, uma vez que nem fumo nem nunca fumei nem me vejo agora a começar a fumar. Sorriu admirado, troçou da minha ignorância, e pôs-se a falar alto, como se necessita-se de se ouvir;
- Apoio aos produtores de tabaco, em vez de comes, fumo, em vez de saúde, diz que mata, pode circular livremente, apesar dos seu malefícios serem conhecidos, cobra-se impostos do que mata e não se impede, bla bla bla bla, tu não sabes, mas mestre Gil sabe.
E lá foi o Vicente a rir-se da minha confessa inabilidade para compreender, estas e outras perguntas, que sempre me faz.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Direitos Humanos


A grande mensagem do século XVIII, é a Declaração dos Direitos Homem e do Cidadão (1789) pode ser sintetizada pela afirmação de um direito social fundamental. O fim da sociedade é a felicidade comum. A essência da Declaração apoia-se na ideia de que, ao lado dos Direitos de Homem e do Cidadão, existe a obrigação de o Estado respeitar e garantir os Direitos Humanos, facto que se apresentou em oposição às ideias em que os Direitos Humanos eram concebidos como direitos naturais, impostos por Deus em favor dos monarcas e aristocratas, para justificar as violências que praticavam. O século XVIII substitui, em síntese, a fundamentação teológica por um fundamento racionalista da mesma questão: Direitos Humanos.